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Menos look do dia, mais look da vida: ideias para descobrir seu estilo pessoal

July 16, 2018

Estilo é tão mais interessante que roupa. Eu acho. A roupa faz parte do estilo, mas é sua escolha de peças, a forma como você compõe e os detalhes que farão aquela peça inanimada se tornar algo vivo, que simbolize quem você é e se tornou.

 

Tá, eu sei que você anda sendo bombardeada por Looks do Dia incríveis, cheios de peças fresquinhas das lojas e que isso atiça sua vontade de comprar.  

 

Sei também que muitas vezes quer fazer exatamente a combinação que viu e que ficou espetacular -- as lojas online costumam ter muita saída dos looks completos que postam no Insta, principalmente quando são vestidos por celebridades, sabia? 

 

Ou você está aí tentando segurar a onda nas compras (falei disso neste post aqui), porém acaba de ver pipocar na sua timeline um vestido muito a sua cara e está se coçando pra pegar o cartão de crédito...

 

 

Não estou aqui para julgar se você está consumindo mais do que deveria, isso eu sugiro que você mesma avalie de acordo com seus valores, suas contas, suas necessidades e sua situação psicológica atual. Além do que não escondo que faço business coaching para grandes empresas de moda, cujas peças, inclusive, visto direto. E mesmo que essas empresas tenham pensamento, pesquisa e preocupação com a sensação boa que as peças vão gerar na consumidora, são um negócio. 

 

E, vem cá: será que você entender inclusive quais "negócios" e marcas conversam com você já não começa a te fazer mais consciente do seu estilo?! Eu creio que sim, que uma parte do consumo consciente começa aí, e que isso se conecta diretamente com a definição do seu estilo. 

 

Vamos avançar nessa ideia de estilo... 

 

Você já pensou em "comprar no seu próprio guarda-roupa" antes de sair pra gastar seu rico dinheirinho na liquidação mais próxima? Já tentou isso pra valer? Montar novas combinações? Sentir que peças ainda têm a ver com você? O que representam de fato? 

 

E mais um desafio para exercitar esse cérebro tão poderoso que mora nesse crânio lindão aí: já procurou investigar o estilo de artistas/bloggers que você segue para entender se é um estilo mesmo ou um amontoado de #ootd desconexos para promover as peças que estão sendo pagas para vender? 

 

Sou o último "ser humaninho" que vai fomentar haters, até porque vira-e-mexe atendo blogueiras e respeito o trabalho de todo mundo. Só quero te estimular a questionar, não a odiar. Que você dê uma espiada com olhar crítico para além do fomento à compra e se pergunte: essa pessoa tem mesmo um estilo definido ou ele muda de acordo com a marca que veste? E, se tiver, que ótimo: o que representa bem o estilo dela? 

 

Este é um exercício meio polêmico, mas que quis trazer por 3 razões: 

1) para te ajudar a exercitar o olhar crítico para os estímulos de compra da sua timeline; 

2) para te estimular, com base neste mesmo olhar, a investigar seu próprio estilo; 

3) para te ajudar a criar uma pasta de referências a partir das pessoas autênticas que encontrar na sua minipesquisa. 

 

E se você chegar à conclusão que algumas das pessoas que seguem não tem estilo pra valer, ou não mostram isso na rede, porque usam as redes como editoriais de moda de marcas que as patrocinam? Ué, tudo bem! É o trabalho delas. Lembre-se: a ideia não é apontar o dedo, apenas treinar seu olhar para identificar o componente "estilo" em vez de puro "consumo" e aplicar à sua vida. 

 

Cada um na sua. E vamos descobrir qual "a sua"... 

 

Um exemplo para te "esquentar" a investigar seu estilo 

 

Já percebeu que hoje quero te estimular a desenvolver o seu estilo, seja você a pessoa que se sente perdida neste quesito, ou a que já se encontrou. Porque estilo não é prisão, é liberdade. Você pode ter encontrado um que tenha te representado bem até hoje, mas estar sentindo uma necessidade louca de mudar. Isso faz parte. Querer evoluir em cima da imagem que construiu para si mesma. É seu caso? 

 

Ou você pula de galho em galho, de tendência em tendência, sem saber bem o que te representa? Vive paixões fugazes com modinhas instagramáveis que nem sabe porque surgiram e depois se olha numa foto e questiona: onde é que eu tava com a cabeça quando combinei isso?!

 

Isso tudo proponho aqui com a leveza que deveria vir com o assunto moda/beleza, tá? Testar moda deveria ser mais incentivado, qual a grande consequência negativa de ousar, testar, brincar com isso, afinal? Mas o fato de moda ser um assunto leve não significa que seja desimportante nem fútil, afinal, moda é uma maneira eficaz e histórica de se posicionar, de trabalhar sua imagem e de mostrar identificação a um grupo. 

 

Se os tênis grandalhões inspirados em L. Vuitton não combinam com você então por que raios você deveria usar? Se são uma tendência que te agrada deveria evitar para não parecer vítima da moda, oi, pra quê? Se não vê valor em bolsas caras por que deveria comprar? Ou se só vê valor real em peças artesanais, por que precisaria ir na Zara mais próxima comprar tendência? 

 

O que disso tudo representa você?

 

Vou dar meu exemplo pra ajudar...  Ao longo do tempo, fui entendendo o que era meu estilo, que se alterou bastante da adolescência pra cá, claro. 

 

O que sempre soube era que não fazia questão de ser básica, não combina com a minha personalidade. Sempre gostei de brilho, de cor, de formas inusitadas e de um ar moderno, contemporâneo. Porém, conforme fui amadurecendo, fui trocando o ar mais sexy por um mais formal, uma coisa mais feminina por algo mais criativo. Gosto de alfaiataria, de elegância, desde que isso não fique careta -- tudo nos meus próprios conceitos, tá?

 

 

Então, tendo em mente isso tudo que contei pra você, sei exatamente o que vou ou não usar, inclusive quando vejo uma tendencinha dando o ar da graça. Óculos anos 90? Yes, uso gatinho desde sempre. Sutiã por cima da camiseta? Nah, desta vez vou passar, mesmo achando lindo em tantas outras pessoas...

 

E o "não" nada tem a ver com "não posso" ou "não é pra mim", mas apenas com "eu poderia, porém não quero". Vê a diferença de autoconhecimento e de se autolimitar? 

 

Eu sei o que gosto, o que combina com o que já tenho, conheço meus limites e meu gosto. Considero que tenho uma coerência no estilo do home office à festa, o que me faz ficar insegura o que estou vestindo raríssimas vezes (nunca meio que não existe no meu vocabulário).  

 

Por isso repito: estilo é liberdade. Algumas pessoas podem ou não curtir o que uso, mas, tá, eu curto e faço uma boa ideia da imagem que transmito. 

 

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de você! 

 

Vou te desafiar agora a fazer uma descrição do seu estilo como a que fiz acima. Pega seu Caderno de Você (um caderno dedicado ao autocoaching) ou manda ver aí no celular, a ideia é escrever uma autodefinição em termos de estilo para ganhar clareza do que gosta ou não, do que quer testar, com o que não se identifica etc.

 

Seu estilo tem a ver com sua coerência: muda a roupa, muda a ocasião... mas seu estilo está no que permanece. E o que é que está sempre ali? Isso tem mesmo a ver com você? Por quê? 

 

Escreva, escreva sem dó e sem se preocupar se vai estar perfeito! É só pra você, para te ajudar a olhar para seu guarda-roupa de uma maneira nova e a se divertir mais com moda. 

 

Para te ajudar, aqui vão alguns fatores externos e internos influenciam no estilo pessoal e que podem te ajudar a fazer uma boa descrição de estilo:  

 

- tipo de trabalho/rotina que tem

- pessoas com quem convive no trabalho

- lugares quer frequenta nas horas vagas
- looks com os quais se sente poderosa e conectada com você mesma

- dinheiro que tem para investir 

- valores pessoais 
- cores que ama/odeia e que já testou (ou seja, o que você sabe que gosta ou não, e não somente acha que sabe sem nunca ter provado...) 

- autoimagem (relação com a própria imagem, com a beleza, com o corpo)

- e a lista segue... 

 

Mais desafios para te ajudar a se conhecer melhor, quer? 

 

Perceba que quando falei de cores fiz uma ressalva: pedi que opinasse sobre o que sabe, sobre o que testou e não sobre o que enfiou na cabeça que não curte. 

 

Sabe gente que jura que detesta abobrinha sem nunca ter comido? Ou comeu lá na infância, uma vez, e continua com a certeza absoluta de que abobrinha seu paladar não combinam? Com moda, é a mesma coisa. Você descobre seu estilo a partir de teste, tentativa e erro. Como sabe que amarelo fica horrível em você sem nunca ter experimentado? Fora a quantidade de amarelos disponíveis para combinar com seu tom de pele... 

 

 

De novo, são as crenças limitantes aparecendo para te trazer certezas que só limitam suas possibilidades de se encontrar, de descobrir sua essência em termos de estilo. 

 

Então vai mais um desafio aqui: TESTE, EXPERIMENTE, OUSE em: 

- cores

- formatos e cortes  

- texturas de roupas 

- marcas e lugares onde compra 

- combinações de peças 

 

Se não gostar, ok, vai saber que isso não integra seu estilo, o que te representa em termos de imagem.   

 

Um desafio final para esta semana, que, prometo, vai ser divertida se você mergulhar no seu estilo pessoal: escolher uma peça-curinga que ame de paixão no seu guarda roupa e vesti-la de segunda a sexta de diferentes maneiras. Não inventei a roda mesmo, não, já vi vários desafios desses nas redes. Mas meu foco não é só você brincar de #1peça5looks mas entender como seu estilo vai permear seus dias mesmo com poucas trocas de roupa, em diferentes combinações e ganhar mais consciência do que te define. 

 

O que pretendo: que você ganhe uma clareza imensa de quais são seus LOOKS DA VIDA -- aqueles que são mais a sua cara impossível --, em vez de se preocupar apenas em ter um número enorme de LOOKS DO DIA. Qualidade em vez de quantidade; conteúdo em vez de forma; estilo em vez de mero consumo, lembra? 

 

Vou entrar no desafio com você, TMJ. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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