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Branding pessoal e polêmicas: como lidar?

October 24, 2018

Posicionar-se ou não, eis a questão. Este é um dilema importante do ponto de vista da gestão da marca pessoal e especialmente pertinente nos tempos polarizados em que vivemos. Não preciso lembrar ninguém que o Brasil vive uma divisão de opiniões, muitas vezes inflamadas, nessas eleições. Está aí o gancho perfeito para pensar sobre o tema. 

 

Branding pessoal é a gestão de você como marca, ou seja, é como você se posiciona frente às demais pessoas que trabalham no seu nicho, sendo reconhecido como referência de alguma forma, e trabalha isso ao longo do tempo. É a construção de uma imagem feita por multifatores, que começam em talentos, habilidades e paixões e passam por área de atuação, estratégias de comunicação, persistência e consistência em tudo o que faz.

 

Isso vale para as esferas online e offline. 

 

Na minha visão, o branding pessoal definido é o norte para a tomada de decisões. É o que faz a balança pesar para um lado ou outro. Se você sabe o que quer e como determinado posicionamento vai te ajudar a atingir aquilo, vai "consultar" o que definiu como branding pessoal para ter mais clareza sobre o caminho a seguir. É assim que trabalho o tema nos meus workshops e no meu Curso Online de Branding Pessoal sobre isso. 

 

Pois bem. O que recomendo normalmente é não entrar em polêmicas. É uma regra geral, daquelas recomendações óbvias para quem trabalha com internet e precisa ampliar a audiência, conquistar novos clientes ou consolidar os que já tem e que também não se metem em temas espinhosos. Falo disso nos meus cursos sempre e sabe por quê? Não porque é ERRADO se posicionar nesses casos, mas porque é uma DECISÃO que, como todas, traz consequências. 

 

Empresas, por exemplo, têm recomendações de condutas éticas e de comunicação a serem seguidas. Várias profissões e seus respectivos conselhos, também. Você pode olhar para elas e falar ou postar o que quiser mesmo assim. Mas as consequências podem vir. Você pesou isso? Está preparado para tal? Vale a pena para você? 

 

 

 Aí entra o Branding Pessoal como peso para decisões...

 

Nessa hora entra o branding pessoal, retomando a soma preciosa que inclui:

sua essência como pessoa

+

seus planos profissionais e pessoais

+

suas necessidades no momento (conjunturas físicas, econômicas, morais, afetivas...)

+

o menos prático "o que faz sentido para você?", pergunta que já estará subentendida no próprio posicionamento de marca pessoal -- se ele foi bem feito. 

 

Portanto, para definir se você deve ou não falar de determinado tema, um caminho é entender como isso se encaixa na sua "Self Brand", o que isso representa para a coerência da marca Você. E entender com clareza e maturidade as consequências dos seus atos. Aquela parcela que não depende de você, mas que pode ser acarretada potencialmente por atitudes suas. Trazer perdas e ganhos à consciência e refletir com a cabeça e o coração. Entender prós e contras e somar ao seu feeling. 

 

O dilema do "dito" e do "não dito" 

 

Quando falei de política no meu Instagram pouco tempo atrás passei eu mesma por essa reflexão. Afinal, deveria uma profissional de branding sair do armário, ou de cima do muro, publicamente e negar uma das estratégias clássicas para ter uma marca que agrade a mais pessoas?

 

Mas, calma, branding pessoal não é sobre diferenciação? Não é sobre definir seus objetivos e a partir deles entender o tamanho do alcance que almeja e um público que seja o ideal para o conteúdo que quer produzir (ou serviço ou produto que quer vender)? 

 

A gestão de marca é cada vez menos cartesiana. E acho que está aí um dos grandes desafios dos nossos tempos, tanto para empresas quanto para pessoas. Tanto as posições que você toma e quanto as que não toma serão vistas, comentadas e podem ter um impacto sobre sua marca.

 

Calar-se e descansar a marca continuam a ser estratégias interessantes, mas já não tão certeiras como em tempos pré-internet e pré-geração Y. 

 

O que você NÃO diz também comunica. Às vezes tanto quanto o que DIZ. 

 

E tem mais uma coisa: negligenciar a essência pode ter um custo interno. De que vale uma marca que te aprisiona? Talvez valha bastante dinheiro. E se dinheiro for a prioridade e o objetivo -- legítimo, quem sou eu para julgar? -- está tudo bem, está tudo certo. Se você tiver um propósito, porém, isso por si só dificilmente vai bastar.

 

Porque propósito não tem a ver com dinheiro, e quem diz isso são os estudiosos da felicidade, da Psicologia Positiva. 

 

Ainda assim, você pode não entrar em polêmicas. Aquele tema em questão pode não ser o "seu" tema, pode não ser uma preocupação para você, pode não ser relevante para o seu público, pode ser completamente fora de contexto para a sua marca. Aí você vai entrar naquilo para quê? Seria estrategicamente se distanciar do fundamento do branding, que é a consistência e a repetição de uma imagem/posicionamento para ser visto como referência. 

 

Poucos temas polêmicos como a política, no entanto, têm tanta abrangência. É um monotema atual, não tocar nele comunica mais do que em outro período. Temas são sazonais mesmo -- como jornalista digo isso cheia de propriedade (rs). Outras polêmicas podem vir a aflorar, e virão. Escolha falar ou não, pesando o que isso te beneficia ou atrapalha, mas também significando aquela decisão com relação ao seu público. 

 

Sempre digo que branding é sobre você mas também sobre o outro, é material da COMUNICAÇÃO. Sua marca precisa ser entendida e reconhecida por alguém para ser uma marca, afinal. Até estrategicamente o outro importa. 

 

Retomando o meu caso... 

 

Como expliquei nos Stories há poucas semanas, tive muitas crises sobre dizer o que pensava ou não por questões de trabalho e de reflexão mesmo sobre a natureza do conteúdo que produzo. Afinal minha opinião era importante? Teria relevância para quem é soberano na minha comunicação -- o público que me segue, acompanha, consome o que faço?

 

Acabei avaliando que tinha relevância, sim, e que principalmente me posicionar fazia parte de quem eu sou. Que o branding pessoal que desejo para mim é pensante, intelectualizado e tem causa em diversas esferas, inclusive a política. É meio que um rebranding, não para quem me conhece, mas para uma escala maior, porque deixei por muitos anos de me posicionar sobre muitas coisas publicamente por trabalhar na grande imprensa. 

 

Ainda que isso reduza meu público, ainda que impacte trabalhos, ainda que eu me exponha mais. Ainda que. Eu precisava falar. Do meu jeito, mesclando com meu conteúdo, fomentando uma comunicação efetiva, não violenta, um diálogo respeitoso, por mais difícil que ele seja quando os valores do outro são opostos aos seus. 


Exercitei um jeito coaching, menos julgador e mais questionador, de fazer as coisas e de assumir quem sou politicamente nas redes sociais.   

 

Pesei meu branding, minhas necessidades, minha consciência e meu público... e falei. Nada me fez mais bem. Fui eu, marca e pessoa, Bru Fioreti.

 

Este não é um Manual de Você nas Eleições ou em situações polêmicas. Mas pode ser se quiser. Para decidir o que dizer ou não e por quê. Não é egoísta nem estratégico apenas, é um conjunto de ideias e questionamentos sobre quem você é marca/pessoa e como isso vai ser comunicado, ainda quem ninguém te pergunte. 

 

Ninguém tinha me perguntado. Um belo dia resolvi dizer. Você quer fazer o quê? É sua escolha. E espero ter ajudado você a fazer as pazes com ela. 

 

A gente precisa de paz. Inclusive para trabalhar o branding :-) 

 

<3 

 

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