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Não aguenta mais seu trabalho? Planeje sua mudança profissional em 7 passos

April 15, 2018

Se você pudesse, o que mudaria na sua vida e na sua carreira?

Responda com sinceridade.

 

Agora retire-se do papel de vítima (se for seu caso) e pense que você é completamente RESPONSÁVEL por mudar ou não isso que respondeu. 

 

E aí vem outra pergunta: O que te impede de fazer essa mudança? 

E mais uma: O que pode fazer e que pode te levar a essa mudança o mais rápido possível? 

Essa foi uma sessão de coaching micro só para te trazer para o clima da mudança e deixar os pingos nos "is". Não importa quão complexo seja seu momento atual, numa análise mais profunda qualquer mudança na esfera profissional depende de você.

 

Mesmo que te pareça impossível, mesmo que dependa financeiramente dos outros, mesmo que não tenha dinheiro guardado, mesmo quer não tenha estudos, mesmo que não saiba por onde começar. 

 

Eis a premissa do coaching, e por isso gosto de jogá-la logo de cara para você saber que os 7 passos para transição de carreira que vou propor não incluem soluções mágicas que coloquem os outros para resolver isso por você.  

 

Ficou até aqui?! Então este post é para você! 


Mudança, pra mim, é um tema tão fundamental que foi o mote do primeiro workshop que criei como coach -- e tem uma edição revista e atualizada dele vindo aí, nos dias 19 e 20 de maio, em SP.  Eu mesma fiz uma megamudança de carreira em fevereiro de 2017, quando deixei a "estabilidade" de uma grande empresa de comunicação, num cargo legal, para criar meus empreendimentos solo. 


Tive medo, mas fui movida por uma certeza interna de que estava no caminho. E o coaching foi fundamental pra eu avançar apesar dos medos. Para isso, precisei de duas coisas fundamentais: autoconhecimento e planejamento. 

 

Foi com essa percepção que criei o Workshop de Autocoaching "A Hora da Mudança", com dois dias de imersão em coaching para ajudar cada participante a se conhecer melhor, decidir o que precisa mudar e fazer um plano concreto para isso.

 

Clique na imagem abaixo se esse babado todo te interessar. Mas não suma porque as dicas para aplicar já vêm na sequência...

 

No passo a passo deste post, a lógica é semelhante: envolve autoconhecimento e planejamento. Então, vamos lá, hora de ver os passos necessários para criar um plano de transição profissional!  

 

PASSO 1

Rastreie seus medos 

 

Se você está pensando em fazer uma transição de carreira, provavelmente está morrendo de medo. 

Medo de falhar. 

Medo de conseguir. 

Medo de desagradar alguém. 

Medo de ficar sem dinheiro. 

Medo de não ser competente. 

Medo de contar para as pessoas.

Medo de mudar demais de vida.

Medo do novo.

Medo de ganhar mais.

Medo de.... INCLUA SEU MEDO AQUI! 

 

 

Ciente disso, fica mais fácil seguir adiante. Porque não existe MUDANÇA sem MEDO, aceite. Se esperar o dito-cujo desaparecer, vai ficar na mesma pra sempre! Às vezes basta estar 51% certo de uma mudança para que você possa ir atrás dela.

 

Muita gente se frustra porque fica esperando o tão sonhado 100% de certeza -- se ele existir, me conta, porque é tipo caviar pro Zeca Pagodinho... Nunca vi nem comi só ouço falar :-)

 

Então deixei seu medo bem esclarecidinho e quieto aí do seu lado e comece a pensar nos passos a seguir para mudar de trabalho ou de carreira.  

 

PASSO 2 

Analise friamente sua situação atual 

 

Não escrevi "friamente" à toa. É preciso fazer um exercício de afastar as emoções para olhar para o hoje de maneira mais isenta. Até por isso a tomada de consciência de quais são os medos vem antes. Agora você já sabe quais são eles, e assim seus medos não são mais o bicho-papão. Você acendeu a luz, nada ali é mais tão assustador. 

 

Uma dica nessa etapa é procurar uma pessoa de confiança que possa te ajudar nessa análise. Sente-se com ela, com papel e caneta -- vale ainda uma cartolina ou um computador --, e comece a avaliar: 

como está seu emprego atual?

a empresa é bacana?

e seus colegas? 

tem algum desafio profissional onde está? 

qual o clima do trabalho?

você está bem emocionalmente independentemente da seara profissional? 

por que voce pensa em sair de fato?

o que está te incomodando?

como estão seus recursos financeiros?

você entrega seu melhor nesse trabalho hoje?

por quê?

qual sua responsabilidade nisso? 

já fez tudo o que podia para que esse trabalho fosse incrível e cheio de oportunidades? 

o que esse trabalho te proporciona de bom?

e de ruim? 

se colocasse numa balança, penderia para qual lado: ruim ou bom? Por quê? 

 

Respondidas essas perguntas... escreva um resumo da sua situação atual profissional para ganhar mais clareza. 

 

Essa fase é fundamental porque permite que você avalie se não estava se enganando, mascarando outros problemas e pondo a culpa no trabalho, se fazendo de vítima ou simplesmente querendo mudar sem uma razão concreta. 

 

Isso não significa que não possa mudar mesmo assim, só por intuição ou faniquito de mudança. Você pode, a vida é sua. Mas pelo menos você vai SABER disso, ter consciência das razões de sair da zona de conforto. 

 

PASSO 3 

Vislumbre o que quer num prazo de 3 a 5 anos 

 

Essa questão é amedrontadora para a maioria das pessoas por uma única razão: elas nunca pararam para pensar de verdade nisso.

 

Agora é a hora! Pegue papel e caneta e escreva quais são seus palpites. O que te faria feliz profissionalmente nesse prazo de 3 ou 5 anos? Qual seria sua ocupação principal ideal? Sonhe um pouco, como num brainstorm clássico, apenas listando o que vier à mente sem julgamento. 

 

Feito isso, olhe para esses sonhos e escolha sinceramente os que merecem virar objetivos. Ou seja, os que são:  

- realistas com relação à sua situação atual  

- desafiadores e interessantes (você precisa se empolgar com a ideia!)

- dependam basicamente de você (de seu esforço, energia, foco...) 
- específicos (o contrario de genéricos, tipo: quero ser feliz na profissão...) 

- passíveis de realização no prazo de até 5 anos 

 

 Escreva os objetivos profissionais que atendem aos critérios acima, certificando-se de deixá-los bem claros. Você sabe que conseguiu isso se perguntando: "se outra pessoa lesse esse objetivo, ela entenderia exatamente o que quero?"

 

PASSO 4 

Liste seus "recursos humanos" 


Agora você já entendeu seus medos, sabe onde está e para onde quer ir. Hora de começar a fazer o planejamento para chegar lá! Antes mesmo de entendermos finanças e acoes práticas, quis introduzir essa etapa que chamei de "recursos humanos". 

 

É para que você tenha consciência de que provavelmente vai precisar de aliados no processo. Aquela máxima de que ninguém faz sucesso sozinho é muito real. No mínimo você vai precisar de uma bela plateia, hã? 

Vamos abrir a mente e entender a importância do outro no nosso plano. Priorizar a si mesmo não significa se isolar. Escreva:

 

- quem são as pessoas realmente importantes na sua vida?

São elas que te ajudam a ter o pé no chão e estimulam o equilíbrio emocional tão importante pra qualquer mudança. 

 

- quem são as pessoas que já conhecem e que podem te ajudar na transição profissional? 

Numa conversa, num conselho, num contato bacana, numa indicação... O mundo ao seu redor está coalhado de gente que possa contribuir nisso! Só não se esqueça de contribuir com os outros também! 

 

- quem são as pessoas com as quais quer se conectar para fazer sua mudança?

É o que chamo de "plano de networking", uma ferramenta pessoal organizada de se conectar com mais gente. 

 

PASSO 5 

Faça um planejamento financeiro 

 

Pelas mensagens que recebo é aqui que o bicho pega. Afinal, uma das poucas certezas desta vida é a de que os boletos vão continuar chegando, não é isso? Isso é especialmente preocupante quando se está no inicio de carreira, e o salário não tem sobra.  

 

Então, vamos por partes. Antes de tudo, você tem PERFEITA CONSCIÊNCIA DE QUANTO GANHA E GASTA? Garanto que a maioria dos leitores aqui vai dizer: não. Você tem uma ideia, mas não uma planilha organizada do que entra e o que sai. E isso gera insegurança, o que piora o medo de mudar.

 

Não olhar para os gastos é uma postura infantil que está te sabotando. 

 

Para saber se pode deixar o emprego agora, se teria como economizar em algo e guardar um dinheiro é preciso antes saber suas cifras. Então, pare tudo o que está fazendo e faça as contas. Coloque no papel os gastos todos, o salário real, desconto de impostos, anote por uma semana todos os pequenos gastos para mensurar os funis de dinheiro e agora sim teremos condição de falar em planejamento, ok?

 

Com base no que descobriu, você pode tomar decisões como um adulto: 

- se der para cortar gastos, corte

- se der para guardar dinheiro, guarde 

- determine quanto precisa ganhar na transição?

- existe a possibilidade de fazer filas para trazer esse dinheiro durante a transição? quais são as fontes de renda possíveis no período? 

- calcule o que seria o pior cenário financeiro: se ficar sem ganhar nada, por quanto tempo consegue se sustentar? 

- tente calcular em quanto tempo consegue ter um dinheirinho guardado para segurar as contas básicas e te dar tranquilidade para mudar 

- por quanto tempo vai precisar conciliar mais de uma atividade -- e aqui está a resposta para você que não tem dinheiro para ficar no intermediário. Conciliar mais de uma atividade!

 

Trabalhar em duas frentes, esforçar-se o dobro, trabalhar no fim de semana, virar algumas noites, ralar, dar seus pulos... Use o termo que quiser, mas a verdade é que muitas vezes é preciso trabalhar o dobro para erguer seu plano B enquanto não dá para sair totalmente do A. 

 

Eu avisei que não tinha mágica. A lei do menor esforço não funciona quando se fala em transição profissional. O mercado não vai te descobrir como uma donzela no castelo se você não começar a se mostrar para ele. A experiência na área nova não vai brotar na sua mente e no seu currículo se você não começar a atuar nisso, mesmo que seja de graça. A confiança não vai surgir da noite para o dia sem que você tenha feito nada em uma nova área de atuação. 

 

 

Eu fiz isso. Trabalhei por mais de um ano 100% dos fins de semana atendendo coaching, fazendo novos cursos e lendo insanamente sobre a nova área para me sentir segura para sair da revista em que trabalhava e me dedicar só isso. Ficava supercansada, claro. Mas também empolgada, porque via que estava construindo um caminho sólido, do qual me orgulhava. Estava construindo um nome, uma reputação numa área diferente da que eu havia atuado por mais de 13 anos. Precisa maturar isso por alguns meses pelo menos. 

 

Eu guardei um extra, construí clientela, fiz coaching, tomei coragem. Tinha medo ainda, sentia a insegurança financeira, afinal havia trabalhado como CLT a vida inteira! Como eu ia saber que no mês seguinte teria oportunidade, dinheiro etc?! 

 

Eu não ia saber, não sou do time da bola de cristal, infelizmente. Mas ia CONSTRUIR isso com todos os meus recursos disponíveis, principalmente meu foco e minha energia. Eu já tinha feito isso por mais de um ano, não era uma novidade ter que ir atrás do que quero.

 

A sorte acompanha esse movimento todo, tá? Mas eu ajudei a sorte. O universo responde ao que a gente manda pra ele. Mas precisa mandar algo pro universo! 

O que você vai mandar? Como vai começar a se mexer?! 

 

PASSO 6

Crie uma rota de ações concretas na linha do tempo 


Sabendo dos seus recursos financeiros e humanos e para onde quer ir é hora de colocar uma lista de acoes concretas no papel. Tudo o que listei acima para a minha transição profissional, por exemplo, estaria detalhado aqui nessa etapa.

 

Eu sabia que tinha que ter experiência com clientes, que queria ser master coach, que me sentiria mais tranquila com uma determinada quantia de $$$ em caixa... As tarefas acompanharam essas necessidades que estabeleci. 

 

Quais são as suas necessidades parta fazer a transição profissional que deseja? Coloque isso em tópicos, pode parecer grandes a princípio, como "guardar dinheiro" ou "falar com pessoas da nova área" e depois ir esmiuçando cada ideia em pequenas tarefas e ações.

 

Atenção: é fundamental que as etapas virem ações concretas, possíveis, pequenas, passíveis de serem encaixadas no seu dia a dia. É aí que acontece a mágica, como tanto ensino no meu curso de metas online.   


Colocar na linha do tempo tem a ver com o que chamados de ROADMAP no processo de coaching, basicamente uma linha no qual estabelecemos o ponto final e o inicial e vamos escrevendo as etapas intermediárias do fim para o começo. Ou seja: da conquista para o que tem que ter acontecido para chegar lá. 

 

Neste post, sugiro que você esmiuce as etapas, considerando o que analisou ao tomar consciência das suas finanças, dos seus aliados e das falhas que precisa preencher para chegar ao objetivo final (isso vai desde trabalhos freelancer e cursos a completar até procurar terapia e cuidar da saúde, depende da "distância" entre o ponto atual e o ponto de chegada). 

 

Simplesmente escreva todas as ações que fará numa linha do tempo, estabelecendo datas nos meses e semanas seguintes. O que vai fazer já neste mês pela sua mudança profissional? E na sequência? E lá na frente? 

 

Esse será seu plano de ação para a mudança. Quanto mais completo e específico, mais clareza e confiança você ganha para avançar. 

 

 

PASSO 7 

Olhe para o seu plano semanalmente e ajuste-o se precisar 

 

Você tem um plano de carreira, parabéns! Muita gente se assusta com esse nome imponente, mas a verdade é que ter um plano e carreira é isso tudo que você aprendeu acima. Mas o segredo do sucesso não está só em saber o destino, entender seu ponto atual e ter um plano de ação. Está em ter FLEXIBILIDADE.

 

Tony Robbins fala muito no seu livro "Poder Sem Limites". Se analisar de perto as pessoas de muito sucesso em qualquer área da vida verá que elas têm como diferencial a RESILIÊNCIA, uma grande capacidade de se adaptar às mudanças que a vida traz. 

 

Ter um plano é essencial, mas saber utilizá-lo inclui olhar para ele e alterar algumas rotas quando percebe que a vida está indo para outro rumo, ou algo não está saindo como planejado. Ter essa capacidade de avaliação só depende de você. 

 

Quando tracei meu plano de transição profissional, imaginava algo bem mais paulatino do que foi. Vários fatores externos e outros tanto internos, incluindo minha própria impaciência, fizeram com que eu abreviasse a rota. Eu mudei planos e ideias no caminho e tudo bem! O plano precisa existir até para que você possa sair dele com segurança. 

 

Minha dica: estabeleça uma data fixa todo mês para avaliar seu plano de transição profissional, entender o que já fez, o que deu e o que não deu certo e se precisa alterar algo. Num roteiro simples:

- como avancei no plano neste mês?

- o que funcionou bem?

- o que não funcionou na prática? 

- há algo que eu possa fazer para acelerar essa mudança? alguma ideia a inserir? 

- há algo que eu precise alterar no plano em termos de ação, de data ou de recursos? 

 

Ter esses marcos para olhar para o plano vai ser a diferença entre deixá-lo ou não no caminho e manter a motivação no alto! 

 

Espero que você tenha gostado e que indique este post para amigos e colegas que precisem dessa mãozinha. e chegou até aqui com vontade de fazer meu curso pró-Mudança, clique aqui.  

 

De qualquer forma, te vejo amanhã com vídeo novo no Youtube, na Live sobre Marketing Pessoal às 19h30 ou nas quebradas da vida. Beijos 

:-) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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